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Desta vez estamos apresentando um vídeo que ajuda a analisar uma característica predominante de algumas pessoas que são sinestésicas. Na comunicação interpessoal existem basicamente 3 canais de percepção sensorial:

– Visual,
– Auditivo e
– Cinestésico (Sinestésico)

Normalmente predomina um dos canais em nossa vida, alguns conseguem equilibrar bem estes 3 canais.

Porém existe bastante polêmica e discussão sobre a diferença entre o Cinestésico e o Sinestésico. Vamos procurar definir cada uma destas palavras da língua portuguesa, que tanta confusão tem provocado:

O Cinestésico tem a ver com a percepção de movimentos musculares. Centram suas experiências nas demonstrações físicas, por exemplo ao se comunicarem necessitam tocar o seu ouvinte. O cinestésico-corporal, processa melhor a informação através do movimento e do toque, aprende melhor movimentando-se, tocando ou mexendo nas coisas.

O Sinestésico tem a ver com aquele que é “sensorial”, ou seja, é capaz de fundir ou misturar diferentes sentidos, por exemplo, conseguem ouvir (audição) um movimento visual (visão) ou sentir cheiro (olfato) ou gosto (paladar) de uma imagem visual (visão) ou visualizar (visão) ao ouvir (audição) uma música.

Portanto podemos dizer que um Cinestésico é também, de certa forma, um Sinestésico, porque o Cinestésico aprende melhor através do toque, por meio do toque (tato) ele consegue ouvir (audição) melhor a informação. Isso é um exemplo de misturar diferentes sentidos, que ocorrem tipicamente com Sinestésicos.

O vídeo abaixo é um teste para ver se você é predominantemente sinestésico. Ao ver o vídeo, os sinestésicos conseguem “ouvir” os movimentos visuais !! Ou seja, conseguem captar um som que outros não ouvem, tipo um som de respiração de fundo, um chiado ou algo parecido (embora não exista som real algum !!).

Assim como alguns tipos de papagaios que simplesmente de ouvir uma música, ficam motivados a “dançar”, acompanhando a música. Estudos comprovam que este tipo de pássaro, tem praticamente a reação de uma criança de 2 a 3 anos ao ouvir uma música que “mexe” com a gente. Ou seja, ele não foi treinado para fazer isso, ele está reagindo naturalmente à música. O cinestésico necessita se movimentar fisicamente para aprender, sentir ou “ouvir” melhor.

Por que estou falando de tudo isso ?!? A importância do educador estar atento a essas características em suas aulas. Deve-se, de vez quando, paralisar a aula e praticar alguma atividade física. Dessa forma, os cinestésicos que aprendem melhor movimentando-se, e mesmo os outros tipos de pessoas, vão poder oxigenar melhor o seu cérebro, e mexer seus músculos. Poderão com isso, mudar de atividade por algum tempo, e voltar com outro ânimo.

Aparentemente pode parecer uma “perda de tempo” !! Mas, ao se praticar isso se observa a reação positiva dos alunos, e o seu melhor aproveitamento e interação com a classe. Experimente fazer isso, e compartilhe a sua percepção, com os seus importantes comentários por aqui …

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  1. em 07 ago 2009 às 18:02 Archanjo

    Valente,

    Muito interessante o seu post e vem na hora certa, como sempre! Estou planejando algumas atividades com meus alunos de Design Gráfico que envolvem justamente o uso de outros sentidos físicos no decorrer das aulas, como forma de ampliar a percepção e interferir positivamente no desenvolvimento de projetos de computação gráfica.

    Grande abraço e muito sucesso,
    Archanjo 0:)

  2. em 14 jan 2010 às 17:03 e-teacher

    Professor,

    O termo correto é CINESTÉSICO.

    Com S só se for no SECOND LIFE mesmo.

  3. em 14 jan 2010 às 19:55 Prof. Carlos VALENTE

    Interessante que ate’ o proprio WIKIPEDIA escreveu dessa forma:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Sinestesia

    Quem sera’ que estara’ certo ?!?

  4. em 16 jan 2010 às 00:08 e-teacher

    Ver tambem o que diz o emérito professor Moran sobre CINESTÉSICO em >> http://www.eca.usp.br/prof/moran/interf.htm

    - A quinta forma de inteligência é a cinestésico-corporal, que processa melhor a informação através do movimento e do toque; que se manifesta em quem não consegue ficar muito tempo sentado e aprende melhor movimentando-se, tocando ou mexendo nas coisas.

    ….

    Nós sentimos através do corpo, do movimento. O conhecimento cinestésico nos situa no mundo: Onde estamos? O que está em volta de nós?. Estabelecemos relações a partir das sensações que o corpo e os sentidos nos comunicam. Neste nível, a imagem também tem uma dimensão sensorial. É a imagem que me toca, que me localiza, situa, emociona. É o conhecimento experiencial, direto, imediato, que na nossa cultura vai se perdendo na medida em que evoluímos intelectualmente (corpo opaco, rígido). Quando observamos uma criança ou um adolescente falando, gesticula muito mais do que o adulto, seu corpo se move, balança, gira. Se expressa com o corpo, olhar e com uma linguagem falada extremamente sensorial, concreta, cheia de conectivos “e aí…e então…”.

    ….

    A educação formal concentra o conhecimento na cabeça, no racional, eliminando progressivamente o sensorial. O aluno é cinestésico, o professor, não. Da imagem “sensorial”, mais imediata, que capta a exterioridade das pessoas e coisas, vamos, aos poucos, evoluindo para a imagem “mental”, que estabelece uma relação com o mundo através da visualização analógica, representacional, simbólica. Conhecemos neste nível através da comparação, da analogia, da semelhança e da diferença, da metáfora, da conjunção de imagens. É um ver menos sensorial, mais elaborado, complexo. “A sabedoria visual é a mãe de uma forma íntima de lógica que depende da metáfora como sua estrutura. A metáfora salienta o significado interligando grandes experiências desconexas. Os fatos e termos específicos isolam e delimitam o significado. A metáfora, principalmente a visual, é uma forma inclusiva e proliferativa de organização de experiências. Isso significa que a sabedoria visual é inerentemente conectiva e cria conjuntos mentais que tendem para a síntese”

  5. em 22 mar 2014 às 09:55 quando a escola inibe

    Sou estudante em licenciatura em história. Tenho aprendido sobre a importância das habilidades de cada aluno. Só que na prática vejo que a escola em si vai na contra mão destes pressupostos educacionais: meu filho pelas caracteristicas é cinestésico, possui habilidades com esporte e movimentos físico. Porém a escola tem inibido de forma radical. Ele com mais alguns amiguinhos que se identificam nas habilidades expressam-muito em forma de “plantar bananeira, virar estrelinha, saltos radicais etc”. Estão na faixa etária 12e13 anos se expressão muito desta forma, a escola não teria que ao invés de inibí-los tentar compriendê-los? Não seria mais educativo???

  6. em 22 mar 2014 às 12:16 Prof. VALENTE

    Vc tem toda a razão TABORDA !! O nosso atual sistema de ensino está falido … não corresponde mais as expectativas da sociedade do século XXI ….


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