PROFESSORES são de Marte, ALUNOS são de Vênus !?! 6


Cada novo curso, ou aprendizado que tenho com a Profª. Claudia Kober (“Educando Adultos”, “Uso de jogos como ferramenta de aprendizagem em sala de aula” e o curso, em curso, “Educando por Competências”), me faz crer cada vez mais nesta hipótese. O perfil típico de um professor, é bem diferente de um aluno convencional. Suas visões são bem diferentes …

Poderíamos até ousar dizer que o “bicho” professor, é diferente do “bicho” aluno !! Somente para citarmos algumas dessas características destoantes, podemos citar que um professor típico gosta de ler. No entanto, alunos em sua grande maioria, não gostam de ler. O professor tipicamente é um trabalhador solitário, raramente trabalhando em grupo com os seus pares, ao contrário, os alunos naturalmente se organizam em grupos tanto para conversar, trocarem informações, como para trabalharem em conjunto.

PROFESSORES são de Marte, ALUNOS são de Vênus

Os professores visualizam o mundo e a sala de aula com um olhar, físico e lógico, diferente dos alunos. Já começa pelo ângulo de visão. O que os alunos vêem na sala de aula, é diferente do que o professor está enxergando. O docente vê os alunos com um ângulo diferente do que é enxergado pelo professor. O professor deve falar muito, os alunos deveriam falar pouco …

Apreciaria receber COMENTÁRIOS neste nosso BLOG sobre a visão que vocês tem a respeito disso !! Contribua com a sua opinião … todos nós estamos ansiosos em ler os seus comentários a respeito !!! Vamos lá …


Sobre Prof.Dr.CARLOS VALENTE

Doutor (UniBan) em Educação Matemática, Doutorando (ITA) e Mestre (IPT) em Engenharia de Software. Pós-Graduado em Análise de Sistemas (Mackenzie), Administração (Luzwell-SP), e Reengenharia (FGV-SP). Graduado/Licenciado em Matemática. Professor e Pesquisador da Universidade Anhembi Morumbi e ESAB - Escola Superior Aberta do Brasil. Autor de livros em Conectividade Empresarial. Prêmio em E-Learning no Ensino Superior (ABED/Blackboard). Consultor de T.I. em grandes empresas como Sebrae, Senac, Granero, Transvalor, etc. Viagens internacionais: EUA, França, Inglaterra, Itália, Portugal, Espanha, etc. CURRICULO LATTES = http://lattes.cnpq.br/5121684547787661


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6 pensamentos em “PROFESSORES são de Marte, ALUNOS são de Vênus !?!

  • Dayany

    Olá pessoal, ao ler este post, lembrei do texto “A escola de vidro” de Ruth Rocha. Muitos professores agem da mesma forma como agiram seus professores, sem se dar conta que os tempos são outros e os alunos não se encaixam mais nos vidros! Quer dizer, não se encaixam mais nem na escola dos moldes atuais, que, continuam antigos.

  • henrique

    Olá, passei estes ultimos dois dias inseridos neste blog de vcs,rsrs.

    Gosto muito de usar tecnologia em minhas aulas. Sou professor universitario em Caruaru-PE, do curso de Farmácia.
    A proposito professor, conheces algo que possa me ajudar nesta área farmacêutica?

    grande abraço

    Henrique

  • Vania de Souza

    Olá professor Valente
    Realmente o distanciamento entre aluno e professor é fato nas nossas salas de aula,porém acredito que o professor reflexivo, o professor investigador sabe que tal distanciamento não favorece o processo ensino aprendizagem. Apesar de parecer modismo a palavra INTERAÇÃO,mais do que nunca deve fazer parte da prática de qualquer educador, pois certamente como já dizia Paulo Freire a aprendizagem se dá na coletividade e juntos “interagindo”docente e discente,estaremos exercendo uma prática que certamente irá perpassar os muros da escola,associando o saber diário ao saber escolar,produzindo uma aprendizagem significativa.

  • Heloisa F. Riça

    É Prof. VALENTE,

    Infelizmente muitos docentes não se questionam, mas acham que há esse distanciamento entre eles e os alunos.
    Também fui assim.
    Depois de 18 anos e 7 meses atuando no magistério, é claro que não penso mais assim.
    Sou professora de Língua Portuguesa e Literatura e nada mais “massante” do que pedir aos alunos que realizem pesquisas (muitos chamam de “trabalho”)sobre algo relacionado às disciplinas citadas e estas serem entregues a mim para que as leia.
    Não preciso das informações que estarão ali. Já as recebi e as compreendi.
    Como forma de avaliação, tenho provocado a interação de seguinte maneira: tecnologia+discente+docente (a ordem não importa, o que interessa é a movimentação).

    No 1º bimestre, cada grupo escolheu um livro para adaptarem para a linguagem teatral e apresentassem o teatro.
    Como uma das avaliações a ser realizada agora no 3º bimestre, em relação à Literatura, passei trechos do espetáculo “Os Improváveis” da Cia de humor Os Barbixas e pedi que se preparassem para jogarem alguns dos jogos realizados no espetáculo (é claro que pedi autorização aos idealizadores do mesmo). Já para Língua Portuguesa, eles estão buscando informações sobre o rádio e tudo o que envolve a elaboração de um programa radiofônico, utilizaremos o software “Zararádio” e toda a aparelhagem já existente em nossa escola para que “coloquem a mão na massa”, ou seja, nosso colégio terá uma rádio e futuramente esta se tornará comunitária.

    Como pedi tudo isso para realizado neste bimestre, uma aluna me disse que sou diferente, pois gosto de agitar, minhas atividades são completamente envolventes.

    Paro por aqui.

    Acho que procuro fazer parte do mesmo planeta que meus alunos e não há naaaaada mais prazeroso.

    Abraços,

    Helô Florzinha.

  • Archanjo

    Querido amigo,

    Além do seu post brilhante, como sempre, quero destacar também o comentário do meu xará aí em cima. Nós 3 sabemos, como educadores, que a realidade da sala de aula tem que mudar radicalmente, para que nosso trabalho seja realmente útil para aqueles que conosco dividem o espaço físico e muitas vezes também o virtual, seja pela Internet ou em mundos virtuais tridimensionais como o Second Life.

    Com a produção dos meus videocasts em machinima dentro do SL, tenho despertado a atenção dos alunos e fomentado discussões mais ativas sobre a participação deles nesse mundo multimídia, que se constrói e reconstrói constantemente.

    Um grande abraço, muito sucesso e saudades!
    Archanjo 0:)

  • Marcos Paulo Reis

    É vero profº Valente, muito bem delineado o paralelo entre professores e alunos. Porém, na minha jovem e humilde opinião, creio que o sucesso dentro de uma sala de aula estar em perceber que além dos docentes ensinarem, eles também têm muito a aprender com os discentes, enfim, a sala deve ser vista com uma via de 2 mãos, onde tanto alunos quantos professores ensinam e aprendem. Você como como entusiasta, precursor e visionário do uso das tecnologias da informação como ferramenta educacional, sabe bem que com a transição de uma sociedade industrial p/ uma sociedade cultural (pós-industrial),temos muito que aprender não só na escola, mas em todas as instituições -inclusive no mundo corporativo- com a visão que os jovens possuem e trazem à mesa de debate. Portanto, os professores devem evitar uma visão hierarquizada e buscar tratar os alunos como amigos, discípulos e sobretudo, como parceiros de pesquisa no intuito de adequar e harmonizar a educação com os desafios que a sociedade contemporânea nos apresenta.Por esta razão eu o vejo -assim como a outros docentes – visionários na área educacional, pois vocês perceberam a importância da tecnologia no educar, e mais que isso, notaram a grande difrença que há em “educar” e em “ensinar”.
    Ensinar verticaliza e faz com que o professor se hierarquize acima dos alunos, já o educar o coloca na horizontal e no mesmo nível dos estudantes, além de conferir intimidade à sala de aula.
    Ser professor é ser um mestre, assim sendo, ele deve ser um coaching e seus alunos discípulos que se tornarão os futuros líderes.
    Marcos PS Reis