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Amigos professores, vocês que sobreviveram ao “boom” de tecnologia e montagem de “laboratórios de informática” superequipados com máquinas de última geração (faz tempo!), devem se lembrar bem da primeira discussão que surgiu: o comprometimento da existência do professor. A idéia de que o computador iria substituir o professor gerou, além de todas as inseguranças possíveis com relação ao uso dessa máquina, O MITO DA EXTINÇÃO DO PROFESSOR.

Se você estiver lendo esse texto, demonstra que você já superou, há muito, essa insegurança e busca “aquele algo mais” do computador. O que é um ótimo sinal para nós da área de tecnologia educacional.

O computador é um auxiliar no qual você investe tempo, dinheiro (porque ainda é caro?!?) e idéias… conhecimento… busca do conhecimento… isso te leva a lembrar de algo?

professor

Pois é, quem sintonizou o pensamento em EDUCAÇÃO, imediatamente se localizou no processo. O que é a educação sem professores especialistas nas diversas áreas do conhecimento?

Surgem muitas novidades quando se fala em tecnologia, mas pense comigo: a caneta não é um instrumento tecnológico do qual fazemos uso diariamente e nem nos damos conta disso?

É isso! O computador não deve nos atrapalhar, e sim, colaborar conosco. Sim, você deve ter alguns cuidados antes de tê-lo que é, primeiramente, entendê-lo; depois, respeitá-lo enquanto máquina. É como um carro que você precisa respeitar a aceleração para a passagem das marchas. Não pode pará-lo bruscamente, senão pode danificar alguns dos sistemas; deve ter condições ergonômicas boas para poder conduzi-lo com conforto e dirigibilidade.

Associe isso ao computador: ligar, esperar carregar o sistema operacional, acessar o conteúdo. “Seu” conteúdo, pois se você não o alimenta com conteúdo, o computador só sabe processar dados impecavelmente e, para processar, ele deve ter elementos para iniciar esse processo. Quem oferece os dados necessários para o processamento é você, usuário, e você, usuário-professor, dá o algo mais que ele não tem: conteúdo didático, pensamento, reflexões, idéias, criatividade. Identifique-se no processo educacional, o professor é a base de tudo.

Por outro lado, você não deve acreditar que o uso desenfreado de tecnologias vai melhorar tudo o que você faz porque, se não há criatividade, nada acontecerá e nós, professores, o que seríamos sem nossa criatividade? De nada adianta você se preocupar em possuir o computador mais veloz, equipado com os melhores programas, implementos digitais, supermecanismos de impressão e digitalização… se você não sabe o que fazer com tudo isso.

A introdução do computador desburocratiza, facilita, agiliza e também exclui. Quem nunca ouviu falar em “exclusão digital”? E, alguém ouviu falar em “Exclusão Digital Escolar?” Use o computador como um aliado. Se você é desorganizado, organize suas idéias no computador, ele oferece recursos para isso. A Exclusão Digital não existe, afinal nós nascemos sem o computador! O que existe é a Inclusão Digital. Inclua-se, apresente seu material didático feito no computador. Comece a usá-lo e quando você menos esperar vai estar querendo “mais” da máquina e fazendo-a trabalhar para você.

Um conselho: também não saia por aí fazendo cursos e mais cursos sem antes saber onde você quer chegar usando o computador. É muito mais importante você fazer um curso de especialização relacionado a sua disciplina do que um curso específico de um “software qualquer, que você ouviu dizer, que fulano fez, e que usou tal programa, para fazer “não-sei-o-quê”…

Espere o momento oportuno para se “especializar” em computadores, alie sua intenção maior com a necessidade da prática. Daí sim faça o curso relacionado à informática que seja perfeitamente adequado à sua necessidade. Um outro bom sinal de superação: Refletir um pouco sobre essas dicas é outro sinal de que você não se incomoda mais com esse mecanismo tecnológico chamado computador, apenas o explora para melhorar o que já era bom: sua prática! Pense nisso! Comente com a gente !! …

Até o próximo POST !

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  1. em 08 out 2009 às 21:57 Ana Paula Yamashita

    Valente

    Professor e Computador – nós o criamos para nos beneficar e somos, hoje, muito semelhantes. Ambos vivem em constante mutação. Não dá para parar de usar e também de pensar. Somos seres e máquinas mutantes.
    Abs

    Ana

  2. em 10 out 2009 às 09:49 Archanjo

    É, o seu post me faz lembrar do início da década, onde ouvia todo tipo de bobagens e debatia com amigos e colegas professores a respeito deste medo infantil do computador. Onde já se viu pensar que uma chave de fenda iria desempregar o mecânico? Ou um pincel ao pintor? Na verdade, o que todos esperam é o dia em que a máquina for capaz de pensar e criar como nós. Talvez nesse dia exista algum risco de sermos superados. Talvez. Mas se realmente acontecer, reinventemo-nos, pois só aqueles que permanecem estratificados é que podem ser superados de verdade. Quem mantém o dinamismo, sempre continua a crescer, viver e vencer.

    Um abração!
    Archanjo 0:)


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