Educação Digital: perfil dos alunos ?


Não é de hoje que a Internet vem sendo utilizada como grande aliada da educação. Os primeiros indícios de uma possível contribuição dos meios digitais na formação de estudantes têm origem nos saudosos CDs-ROM, que traziam uma série de diferentes conteúdos para serem acessados pelo computador.

Conforme adquiria força e espaço, a Internet passava a ser utilizada em favor do aprendizado por meio de pesquisas – as próprias enciclopédias, inclusive, ganharam suas versões online notoriamente o Wikipédia. Também não demorou para que surgissem sites especializados em educação, fornecendo conteúdo como citado em posts anteriores.

Como tudo é oferta e procura, empresas especializadas em pré-vestibulares e concursos públicos logo perceberam um interessante espaço no mercado: a educação digital, onde candidatos que trabalham durante o dia e que não tinham tempo para estudar, precisam de uma alternativa às salas de aula. Dessa forma, também nasciam as videoaulas online e o decorrente ensino a distância.

O grande sucesso dessa metodologia acontece pela possibilidade de flexibilização dos horários de estudo e comodidade de acessar os conteúdos de qualquer lugar que tenha conexão com a Internet. Em portais como o Descomplica, por exemplo, é possível também obter correções da própria redação, o que demonstra que a personalização é um grande diferencial desses métodos.

Educação DigitalDe acordo com pesquisa realizada pelo Porvir, entidade ligada a inovações educacionais, esses alunos têm um perfil bem peculiar. Segundo a pesquisa, a preferência é por vídeos curtos que contenham exemplos práticos do professor. Apresentações gráficas para ilustrar a explicação também somam pontos com os alunos, que costumam acessar as plataformas mais para o final da tarde e início da noite. Uma brilhante iniciativa nesse sentido, inclusive já em português, é a Khan Academy.

O pico dos acessos às videoaulas acontece nos períodos mais próximos à realização do Enem e de provas de vestibulares e concursos públicos. Finais de bimestre, quando os alunos do Ensino Médio realizam as avaliações, também recebem uma boa quantidade de acessos. Outro fator que merece destaque é o acesso a fóruns, grupos de estudo, e as famosas redes sociais demonstrando que a participação interativa é uma forte característica dessa geração que aprende pela Internet.

Reunidos, esses fatos demonstram que com base numa demanda reprimida pelos vários estudantes e a decorrente necessidade da Educação Continuada exige-se uma verdadeira revolução educacional que se está reescrevendo as formas de ensino em todo o mundo.

Artigo criado e desenvolvido por: LUIZA RIBEIRO com contribuições de CARLOS VALENTE


Sobre Prof.Dr.CARLOS VALENTE

Doutor (UniBan) em Educação Matemática, Doutorando (ITA) e Mestre (IPT) em Engenharia de Software. Pós-Graduado em Análise de Sistemas (Mackenzie), Administração (Luzwell-SP), e Reengenharia (FGV-SP). Graduado/Licenciado em Matemática. Professor e Pesquisador da Universidade Anhembi Morumbi e ESAB - Escola Superior Aberta do Brasil. Autor de livros em Conectividade Empresarial. Prêmio em E-Learning no Ensino Superior (ABED/Blackboard). Consultor de T.I. em grandes empresas como Sebrae, Senac, Granero, Transvalor, etc. Viagens internacionais: EUA, França, Inglaterra, Itália, Portugal, Espanha, etc. CURRICULO LATTES = http://lattes.cnpq.br/5121684547787661

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