Devo mudar de emprego ?!? … 6


Esta é uma pergunta recorrente que eu recebo dos meus alunos. Como o profissional deve planejar a sua carreira ao longos dos anos ?!? Inclusive a palavra “profissional” tem tudo a ver com “professor” !!  O principal responsável para capacitar uma pessoa em uma profissão é o professor. A raiz etimológica é a mesma em professor e profissão … Professor é o dá uma profissão. Pensando desta forma professor seria a primeira das profissões !! Pois, todas as outras partem dele …

No entanto, com a minha experiência e vivência, e acima de tudo como o mercado reconhece o profissional, recomendo a transição de emprego a cada período de aproximadamente 4 anos. Eu brinco que o profissional deva ficar em um emprego o período presidenciável: 4 anos. E atender o pedido da presidenciável MARINA de não haver reeleição, não prorrogar o período de mandato … eheheh !!

empregoSe você estiver em um emprego em mais de 4 anos, recomendo fortemente que você prepare adequadamente o seu currículo, e procure o mercado. O sinal “amarelo”, ou até mesmo o “vermelho”, já começou a assinalar para você o momento de sair …

Lógico que também aquele profissional que fica no famoso “pula-pula” também não é bem visto no mercado !! Se você fica em um emprego somente um ano ou dois, e já parte para outro, o mercado encara que você não é um empregado que se possa confiar por muito tempo …

Somente em casos muito específicos, como em cargos públicos, e mesmo assim precisando ver as necessidades ou desejos dos meus alunos é que eu recomendo ficar um período maior que o quadriênio. Se a pessoa tem um espírito empreendedor, jamais vai querer ficar muito tempo numa mesma empresa.

O mercado encara o profissional que fica em uma empresa por um período muito longo como um funcionário acomodado. Por mais que um candidato esteja apresentando uma movimentação excepcional na carreira dentro de uma empresa, fica difícil a interpretação disso para uma futura empresa contratante.

Um exemplo que cito para os meus alunos é de que é totalmente diferente um profissional que ficou numa mesma empresa por 12 anos, e outro que percorreu três empresas nesse mesmo período.

E ainda por cima se o profissional conseguiu trabalhar em três empregos em áreas distintas, como o comércio, indústria e serviços, dependendo da especialidade dele, isso ainda será mais valorizado em seu currículo. Por exemplo, se possui a especialidade de integração de sistemas, ou se a pessoa quer ser um futuro consultor, a experiência em vários tipos de empresas é muito bem vista. Essa visão multidisciplinar das várias facetas empresariais, ou de como as diversas corporações trabalham como o mesmo problema, enriquece demais o profissional.

Portanto, recomendo fortemente para os meus alunos e a todos, a confecção de um portfólio profissional, registrando todos os sucessos ou desafios vencidos ao longo de seus anos na empresa, com fotos, reportagens internas ou externas, documentos, certificações e cursos realizados para facilitar a transição entre as empresas.

O currículo é somente o instrumento equivalente ao seu cartão de visita, e o portfólio o registro histórico das suas conquistas acadêmicas e profissionais. Ao assinalar o seu desejo de um novo emprego ao mercado, encaminhe o seu currículo. Mas, ao ir a uma entrevista de emprego leve o seu portfólio !!


Sobre Prof.Dr.CARLOS VALENTE

Doutor (UniBan) em Educação Matemática, Doutorando (ITA) e Mestre (IPT) em Engenharia de Software. Pós-Graduado em Análise de Sistemas (Mackenzie), Administração (Luzwell-SP), e Reengenharia (FGV-SP). Graduado/Licenciado em Matemática. Professor e Pesquisador da Universidade Anhembi Morumbi e ESAB - Escola Superior Aberta do Brasil. Autor de livros em Conectividade Empresarial. Prêmio em E-Learning no Ensino Superior (ABED/Blackboard). Consultor de T.I. em grandes empresas como Sebrae, Senac, Granero, Transvalor, etc. Viagens internacionais: EUA, França, Inglaterra, Itália, Portugal, Espanha, etc. CURRICULO LATTES = http://lattes.cnpq.br/5121684547787661


Deixe uma resposta

6 pensamentos em “Devo mudar de emprego ?!? …

  • Kelsen Lima

    A mudança de emprego é uma quebra de paradigma, pois estará gerando novos desafios e tirando sua zona de conforto, atualmente analisando o mercado, existe diversos profissionais que estão entre 8 – 15 anos dentro de uma corporação, porém não produzem mais e ao mesmo tempo estão estagnados tecnologicamente, pois vivem em sua zona de conforto.

    Alguns estudos orientam que os profissionais busquem novas expectativas/desafios no mercado em 5 – 8 anos, podendo ser até em 4 anos. Isto gera grande polemica entre todos os profissionais, sejam de quaisquer departamentos, pois leva-se em consideração que sua transição fica estável somente após 2 – 3 anos de empresa, tendo controle e conhecimento das necessidades da corporação.

    Como profissional, creio que deve ser levado em consideração diversos aspectos, sendo o mais simplório deles “como você se vê hoje em seu trabalho”, analisando aspectos como plano de carreira e conhecimentos que possam ser relevantes em sua jornada, simplesmente se suas expectativas não estão sendo alinhadas com a corporação, porque não buscar novas oportunidades? Não se colocar em novos desafios? Isto cabe logicamente a cada profissional, alguns optam em continuar na mesmice e sem produção em duas vias.

  • Jose Claudio

    Estimado Amigo Professor Carlos Valente,
    é com prazer que vejo sua progressão nos sítios eletrônicos com relação aos estudos sempre muito úteis e práticos. precisamos de bons conselhos, orientações para seguir a jornada profissional e até mesmo pessoal. as dicas são ótimas para feitura de curriculum eficaz.

  • Ilan Chamovitz

    Professor Valente, o artigo é bem atual, parabéns pelo tema!

    Apesar de minha atuação como coach acadêmico, auxiliando estudantes e educadores, não tenho dados suficientes para chegar à conclusão dos 4 anos no mesmo emprego, mas creio que seja importante pensar na possibilidade de vários projetos. Ou seja, já vi pessoas desenvolverem os dois perfis: empreendedendo em uma área e sendo funcionário de uma empresa.

    Penso que esta ideia de se tocar projetos está crescendo, pesssoas aceitam mais de um desafio, especialmente o “trabalho” adicional é feito com prazer. Por um lado, a Internet abriu espaço para trabalhos virtuais, nos quais o controle da presença física e o do tempo trabalhado tornam-se mais complexos.

    Um trabalhador pode empreender oferecendo aulas de inglês, gestão de conteúdo, vendas pela internet, consultoria, etc. A mudança, seja ela após 4 anos ou em outro período, pode ocorrer por conta destes empreendimentos ou até mesmo na própria empresa, especialmente se a empresa existir em países diferentes ou for dotada de diferentes áreas.

    Vejo a confecção do portfólio que propôs como extremamente recomendável. Um grande abraço e parabéns pelo artigo! Prof. Ilan Chamovitz, coach acadêmico.