Como atacar um problema ? …


As três abordagens das “Aulas & Lições” que vou detalhar para atacar um problema são muito utilizadas tanto na área de sistemas, no desenvolvimento de software, assim como também na pedagogia, administração e em diversas áreas do conhecimento humano. Portanto, muito útil para visualizarmos a melhor estratégia para abordarmos um problema. É um tema tão apaixonante que nos próximos dias farei um vídeo a respeito para a DevMedia. Ficando pronto deixarei o link aqui para você poder visualizá-lo.

Para ficar bem claro para você, inicialmente vamos abordar didaticamente essa temática com a estratégia TOP-DOWN. Ou seja, primeiro vamos lhe mostrar uma visão geral ou panorâmica desses conceitos. Essas três abordagens são mais conhecidas pelos nomes em inglês: TOP-DOWN, BOTTOM-UP e MIDDLE-OUT. Em português seria algo como abordagem de “cima para baixo’, a outra de “baixo para cima” e finalmente “do meio para fora”.

atacar um problema TOP-DOWN BOTTOM-UPAo contrário da visão BOTTOM-UP, o TOP-DOWN tem primeira uma noção do geral para depois ir para o específico. E o MIDDLE-OUT, também chamada de MIDDLE-UP-DOWN (do meio, para cima e para baixo), aborda o centro da questão para depois, ora abrindo, ora detalhando, se aprofundar na temática a ser trabalhada.

Em uma aula, por exemplo, o professor pode utilizar dessas três estratégias. No começo de um semestre, pode abordar com uma visão TOP-DOWN, a explicação para seus alunos de como vai discorrer as aulas, os temas principais, e em que datas. Em outra aula, poderá começar primeiro a falar dos detalhes de um dos pontos da disciplina para depois apresentar como eles estão relacionados com o todo. E finalmente, numa outra aula diferente, poderá abordar com a sistemática MIDDLE-OUT, mostrar os pontos mais significativos da matéria e, ora detalhando, ora abrindo a temática, conforme as perguntas e interesses dos alunos.

Agora numa visão BOTTOM-UP explicaremos, com um exemplo de sistemas, os detalhes dessas especiais abordagens. Em Sistemas de Informação, ou mesmo numa consultoria, primeiro temos uma entrevista com a alta direção para depois irmos para as áreas operacionais sabermos os detalhes da implantação de um sistema ou software. E no BOTTOM-UP faríamos o caminho ao contrário, primeiro veríamos os problemas que teriam as áreas mais operacionais, para depois fecharmos com as diretorias o sistema a ser implantado.

Como tudo na vida, cada uma dessas abordagens possui vantagens e desvantagens. Para contornar as deficiências desses dois modelos criou-se a abordagem MIDDLE-OUT que na verdade tenta conciliar os pontos positivos das abordagens anteriores.

Conclusão, essa última abordagem tenta verificar inicialmente como a empresa como um todo funciona, para depois num processo de praticamente “ping-pong”, ir abordando as “pontas” (Diretoria e Operacional) e tentar chegar nas melhores conclusões a respeito dos pontos críticos da empresa e mais factíveis de serem informatizados em uma relação custo-benefício.

Finalmente, numa abordagem MIDDLE-OUT, vamos fechar o nosso Aulas & Lições lhe apresentando uma tabela que retiramos de excelente artigo A Relação entre os Modelos de Gerência e as Práticas da Gestão do Conhecimento onde podemos, ao nosso bel prazer, relacionar as várias abordagens e verificarmos os pontos mais significativos, ou mais vantajosos, de cada técnica, tanto para cima como para baixo.

atacar um problema TOP-DOWN BOTTOM-UP MIDDLE-OUT MIDDLE-UP-DOWN

Outro artigo muito interessante a respeito que encontramos em nossas pesquisas foi o O que são o processo gerencial middle-up-down e a organização hipertexto que vale a pena conferir !!

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Sobre Prof.Dr.CARLOS VALENTE

Doutor (UniBan) em Educação Matemática, Doutorando (ITA) e Mestre (IPT) em Engenharia de Software. Pós-Graduado em Análise de Sistemas (Mackenzie), Administração (Luzwell-SP), e Reengenharia (FGV-SP). Graduado/Licenciado em Matemática. Professor e Pesquisador da Universidade Anhembi Morumbi e ESAB - Escola Superior Aberta do Brasil. Autor de livros em Conectividade Empresarial. Prêmio em E-Learning no Ensino Superior (ABED/Blackboard). Consultor de T.I. em grandes empresas como Sebrae, Senac, Granero, Transvalor, etc. Viagens internacionais: EUA, França, Inglaterra, Itália, Portugal, Espanha, etc. CURRICULO LATTES = http://lattes.cnpq.br/5121684547787661

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